Biografias: Mary Leakey

Mary Leakey Mary Douglas Nicol was born on February 6, 1913. Her father, Erskine Nicol, was a popular landscape artist, and Mary spent much of her childhood in Europe, especially in the Dordogne and at Les Eyzies, a region rich in prehistoric art and archaeological sites, topics in which Mary became interested. Her idyllic life was shattered in 1926 when her father, to whom she was exceptionally close, died, and Mary and her mother moved back to London. Attempts to give her some conventional education failed when the rebellious girl was expelled from two Catholic schools. In 1930 she began auditing archaeology and geology university courses, and she worked on archaeological digs and as a scientific illustrator. She met Louis Leakey in 1933 at Cambridge, and soon began an affair with him. On his next expedition to Africa, she arranged to meet him there, travelled home with him, and soon moved in with him. After his wife Frida divorced him, they were married in late 1936. She returned to Kenya with Louis the following year, and in the subsequent decades worked in many excavations. An important discovery of Mary's was the first fossil skull of the extinct Miocene primate Proconsul. Mary primarily worked as an archeologist rather than a physical anthropologist.

Em 1959, Mary encontrou o fóssil do "Zinjanthropus" (Australopithecus boisei), que iria catapultar a família Leakey para a fama mundial. A partir da metade dos anos 1960, ela viveu quase em tempo integral na Gruta de Olduvai, muitas vezes sozinha, enquanto Louis trabalhava em outros projetos. Ela e Louis se afastaram, em parte devido ao seu comportamento infiel e em parte porque Louis dividia seu tempo entre muitos outros projetos. Em 1974, ela iniciou escavações no local vizinho de Laetoli, e em 1976 sua equipe encontrou um grande número de pegadas de animais que haviam sido fossilizadas na cinza depositada por um vulcão. Em 1978, eles encontraram o que seria sua maior descoberta, pegadas adjacentes deixadas por dois hominídeos bípedes.

Em 1983, Mary aposentou-se do trabalho de campo ativo, mudando-se de Nairobi para a Vale de Olduvai, onde havia vivido por quase 20 anos. Ela faleceu em 1996 aos 83 anos. Embora tenha sido Louis Leakey a figura mais carismática e conhecida, Mary tornou-se uma cientista famosa por seu próprio direito. Embora nunca tenha obtido um diploma, até o fim de sua vida ela havia recebido muitos graus honorários e outros prêmios. Geralmente concorda-se que Mary era uma cientista melhor, muito mais meticulosa e cautelosa do que o muitas vezes imprudente Louis. Suas prodigiosas realizações em arqueologia fazem dela uma gigante no campo.

Referências

Leakey M.D. (1984): Disclosing the past. New York: Doubleday. (Mary Leakey's autobiography)

Morell V. (1995): Paixões ancestrais: a família Leakey e a busca pelas origens da humanidade. Nova York: Simon & Schuster.


Mary Leakey: Unearthing History (uma entrevista da Scientific American)

Mary Leakey, caçadora de fósseis


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