Alegação CA114.1:

Lord Kelvin era um criacionista e um opositor forte da evolução.

Fonte:

Morris, Henry M. 1982. Cientistas de fé bíblica do passado. Impact 103 (Jan.), http://www.icr.org/index.php?module=articles&action=view&ID=185

Resposta:

  1. Lord Kelvin acreditava na evolução, mas com orientação inteligente:
    Da Terra abastecida com tal vegetação quanto ela poderia receber meteoricamente, à Terra repleta de toda a variedade infinita de plantas e animais que agora a habitam, o passo é prodigioso; todavia, segundo a doutrina da continuidade, muito bem exposta à Associação por um predecessor nesta cadeira (Sr. Grove), todos os seres vivos agora na Terra procederam por evolução ordenada a tal origem. Darwin conclui sua grande obra sobre `A Origem das Espécies' com as seguintes palavras:- "É interessante contemplar uma margem emaranhada coberta com muitas plantas de muitos tipos, com pássaros cantando nos arbustos, com diversos insetos voando ao redor, e com vermes rastejando através da terra úmida, e refletir que essas formas elaboradamente construídas, tão diferentes entre si, e dependentes umas das outras de maneira tão complexa, foram todas produzidas por leis agindo ao nosso redor." . . . . "Há grandiosidade nesta visão da vida com suas várias potências, tendo sido originalmente suspirada pelo Criador em poucas formas ou uma; e que, enquanto este planeta tem ido girando de acordo com a lei fixa da gravidade, de tão simples um começo formas infinitas, mais belas e mais maravilhosas, têm sido e estão sendo evoluídas." Com o sentimento expresso nestas duas frases eu simpatizo mais cordialmente. Eu omiti duas frases que vêm entre elas, descrevendo brevemente a hipótese de "a origem das espécies por seleção natural", porque eu sempre senti que esta hipótese não contém a verdadeira teoria da evolução, se houve evolução, na biologia. Sir John Herschel, ao expressar um julgamento favorável sobre a hipótese de evolução zoológica (com, no entanto, alguma reserva em relação à origem do homem), objetou à doutrina da seleção natural, de que era muito parecida com o método laputiano de fazer livros, e de que não levava suficientemente em conta uma inteligência continuamente guiadora e controladora. Isso me parece uma crítica muito valiosa e instrutiva. Sinto profundamente convencido de que o argumento do design tem sido muito demais perdido de vista nas especulações zoológicas recentes. Reação contra as frivolidades da teleologia, tais como se encontram, não raramente, nas notas dos comentadores eruditos sobre a `Teologia Natural' de Paley, teve, acredito, um efeito temporário em desviar a atenção da argumentação sólida e irrefutável tão bem exposta nesse excelente livro antigo. Mas provas sobrecarregadoramente fortes de design inteligente e benevolente estão ao nosso redor; e se alguma vez perplexidades, sejam metafísicas ou científicas, nos afastarem por um tempo, elas voltam sobre nós com força irresistível, mostrando-nos através da Natureza a influência de uma vontade livre, e ensinando-nos que todos os seres vivos dependem de um Criador e Governante eternamente ativo.' (Thomson 1871, ciiii)

Referências:

  1. Thomson, W. 1871. Discurso do Sir William Thomson, Knt., LL.D., F.R.S, Presidente. Relatório da Quinquagésima Primeira Reunião da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, lxxxiv-cv.

Alegação anterior: CA114   |   Lista de alegações   |   Próxima alegação: CA114.10

criado 2000-8-21