Alegação CA202:

A evolução não foi, e não pode ser, provada. Não podemos sequer ver a evolução (além de mudanças trivialmente pequenas), muito menos testá-la experimentalmente.

Fonte:

Morris, Henry M. 1985. Criação científica. Green Forest, AR: Master Books, pp. 4-6.

Resposta:

  1. Nada no mundo real pode ser provado com certeza absoluta. No entanto, graus elevados de certeza podem ser alcançados. No caso da evolução, temos enormes quantidades de dados de campos diversos. Extensa evidência existe em todas as seguintes formas diferentes (Theobald 2004). Cada nova peça de evidência testa as restantes.
    • Toda a vida mostra uma unidade fundamental nos mecanismos de replicação, hereditariedade, catálise e metabolismo.
    • A descendência comum prevê um padrão de hierarquia aninhada, ou grupos dentro de grupos. Vemos exatamente tal arranjo em uma hierarquia única, consistente, bem definida, a chamada árvore da vida.
    • Linhas diferentes de evidência dão o mesmo arranjo da árvore da vida. Obtemos essencialmente os mesmos resultados se olharmos para traços morfológicos, bioquímicos ou genéticos.
    • Animais fósseis encaixam na mesma árvore da vida. Encontramos vários casos de formas transicionais no registro fóssil.
    • Os fósseis aparecem em uma ordem cronológica, mostrando mudança consistente com a descendência comum ao longo de centenas de milhões de anos e inconsistente com a criação súbita.
    • Muitos organismos mostram caracteres rudimentares, vestigiais, como olhos sem visão ou asas inúteis para voar.
    • Atavismos às vezes ocorrem. Um atavismo é o reaparecimento de um caractere presente em um ancestral distante, mas perdido nos ancestrais imediatos do organismo. Vemos apenas atavismos consistentes com histórias evolutivas dos organismos.
    • Ontogenia (embriologia e biologia do desenvolvimento) dá informações sobre o caminho histórico da evolução de um organismo. Por exemplo, como embriões, baleias e muitas serpentes desenvolvem membros posteriores que são reabsorvidos antes do nascimento.
    • A distribuição das espécies é consistente com sua história evolutiva. Por exemplo, marsupiais estão limitados principalmente à Austrália, e as exceções são explicadas pela deriva continental. Ilhas remotas frequentemente têm grupos de espécies altamente diversos em hábitos e aparência geral, mas geneticamente próximos. A diversidade de esquilos coincide com mudanças tectônicas e de nível do mar (Mercer e Roth 2003). Tal consistência ainda se mantém quando a distribuição de espécies fósseis é incluída.
    • A evolução prevê que novas estruturas são adaptadas a outras estruturas que já existem, e assim a semelhança em estruturas deve refletir a história evolutiva em vez de função. Vemos isso frequentemente. Por exemplo, mãos humanas, asas de morcegos, pernas de cavalos, nadadeiras de baleias e membros anteriores de toupeiras todas têm estrutura óssea semelhante apesar de suas funções diferentes.
    • O mesmo princípio se aplica em um nível molecular. Os humanos compartilham um grande percentual de seus genes, provavelmente mais de 70 por cento, com uma mosca-das-frutas ou um verme nematóide.
    • Quando dois organismos evoluem a mesma função independentemente, estruturas diferentes são frequentemente recrutadas. Por exemplo, asas de pássaros, morcegos, pterossauros e insetos todas têm estruturas diferentes. Planar foi implementado de muitas formas adicionais. Novamente, isso se aplica em um nível molecular também.
    • As restrições da história evolutiva às vezes levam a estruturas e funções subótimas. Por exemplo, a garganta humana e sistema respiratório tornam impossível respirar e engolir ao mesmo tempo e nos tornam suscetíveis a engasgar.
    • A subotimalidade aparece também em um nível molecular. Por exemplo, muito DNA é não funcional.
    • Algum DNA não funcional, como certos transposons, pseudogenes, e vírus endógenos, mostram um padrão de herança indicando ancestralidade comum.
    • Especiação tem sido observada.
    • Os aspectos diários da evolução -- mudança genética herdável, variação e mudança morfológica, mudança funcional e seleção natural -- são vistos ocorrer em taxas consistentes com a descendência comum.

    Além disso, as diferentes linhas de evidência são consistentes; elas todas apontam para o mesmo grande quadro. Por exemplo, evidência de duplicações de genes no genoma de levedura mostra que sua capacidade de fermentar glicose evoluiu há cerca de oitenta milhões de anos. Evidência fóssil mostra que frutos fermentáveis se tornaram proeminentes aproximadamente na mesma época. Evidência genética para mudanças maiores ao redor dessa época também é encontrada em plantas frutíferas e moscas-das-frutas (Benner et al. 2002).

    A evidência é extensa e consistente, e ela aponta inequivocamente para a evolução, incluindo a descendência comum, mudança ao longo do tempo e adaptação influenciada pela seleção natural. Seria preposteroso referir-se a estes como qualquer coisa além de fatos.

Links:

Theobald, Douglas. 2004. 29+ Evidências para macroevolução: O caso científico para a descendência comum. http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/

Colby, Chris. 1993. Evidência para a evolução: Uma pesquisa eclética. http://www.talkorigins.org/faqs/evolution-research.html

Moran, Laurence. 1993. A evolução é um fato e uma teoria. http://www.talkorigins.org/faqs/evolution-fact.html

Referências:

  1. Benner, S. A., M. D. Caraco, J. M. Thomson and E. A. Gaucher. 2002. Biologia planetária -- paleontológica, geológica e histórias moleculares da vida. Science 296: 864-868.
  2. Mercer, John M. and V. Louise Roth. 2003. Os efeitos da mudança global cenozóica na filogenia de esquilos. Science 299: 1568-1572.
  3. Theobald, D. 2004. (ver acima)

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criado 2003-4-21, modificado 2005-2-24