Alegação CB200.1.1:
Os evolucionistas propõem que sistemas de complexidade irredutível podem surgir por co-optação de partes de outros sistemas existentes. Mas aproximadamente trinta das proteínas necessárias para o flagelo bacteriano são únicas a ele; proteínas cercamente similares não são encontradas em outros sistemas vivos. Assim, não há aparentemente nenhum lugar de onde elas poderiam ter sido co-optadas.Fonte:
Minnich, Scott A., 2003. Desvendando o mistério da vida (vídeo),
Illusta Media. http://www.theapologiaproject.org/video_library.htm
Minnich, Scott A. e Stephen C. Meyer. 2004. Análise genética de circuitos regulatórios de flagelo e sistema de secreção tipo III em bactérias patogênicas. Segunda Conferência Internacional sobre Design e Natureza, http://www.discovery.org/scripts/viewDB/index.php?command=view&id=2181
Minnich, Scott A. e Stephen C. Meyer. 2004. Análise genética de circuitos regulatórios de flagelo e sistema de secreção tipo III em bactérias patogênicas. Segunda Conferência Internacional sobre Design e Natureza, http://www.discovery.org/scripts/viewDB/index.php?command=view&id=2181
Resposta:
- A alegação é simplesmente falsa. Das vinte proteínas no flagelo bacteriano arquetípico
Salmonella que parecem ser necessárias em todos os flagelos bacterianos, apenas duas não têm homologias conhecidas, ou seja, são "únicas". É pelo menos plausível que homologias para aquelas sejam descobertas mais tarde. Pelo menos nove proteínas flagelares são homólogas a proteínas do sistema de secreção tipo III (T3SS), sugerindo que as duas evoluíram de um ancestral comum. De qualquer forma, a existência de muitas proteínas homólogas mostra que as partes do flagelo podem funcionar para fins outros que a mobilidade (Pallen e Matzke 2006).
- Não existe tal coisa como "o" flagelo bacteriano. Existem milhares, talvez milhões, de variedades entre diferentes bactérias, não mencionando outros tipos muito diferentes de flagelos em arqueobactérias e eucariotos. O flagelo Salmonella, por exemplo, tem 22 proteínas adicionais que algumas outras bactérias não possuem em seus flagelos. Os proponentes do design sugerem que cada uma foi uma criação separada, ou evoluíram? (Pallen e Matzke 2006).
Links:
Matzke, Nick, 2006. Evolução do flagelo em Nature Reviews Microbiology. http://www.pandasthumb.org/archives/2006/09/flagellum_evolu.htmlReferências:
- Pallen, Mark J. e Nicholas J. Matzke. 2006. De A Origem das Espécies à origem dos flagelos bacterianos. Nature Reviews Microbiology, 5 de set. (epub. ahead of print).
Leituras adicionais:
Matzke, N. J. 2003. Evolução em (Browniano) espaço: Um modelo para a origem do flagelo bacteriano. http://www.talkdesign.org/faqs/flagellum.htmlcriado 2006-9-9