Alegação CB340:
Órgãos e sistemas orgânicos seriam inúteis até que todas as peças estivessem em lugar. A inovação coordenada que eles exigem é muito improvável para a evolução criar em um passo.Fonte:
Plantinga, Alvin, 1991. Quando a fé e a razão entram em conflito: Evolução e a
Bíblia. In: Intelligent Design Creationism and Its Critics,
ed. R. T. Pennock, Cambridge, MA: MIT Press, 2002, pp. 113-145.
Publ. original em Christian Scholar's Review 21(1): 8-32.
Resposta:
- Esta alegação é um exemplo do argumento da incredulidade. Em
todos os casos específicos desta alegação, existem maneiras para os órgãos e
sistemas orgânicos evoluirem gradualmente. A ideia de que eles não poderiam evoluir
geralmente envolve um ou mais dos seguintes erros de pensamento:
- de que as partes dos órgãos aparecem de repente. Isso parece ser um artefato do pensamento criacionista. A evolução, no entanto, não é criacionismo; as partes mudam gradualmente.
- de que órgãos menos desenvolvidos do que os que existem agora devem ser completamente inúteis. Isso é absurdo. Um pedaço de pele sensível à luz pode não ser tão útil quanto os olhos que temos agora, mas é melhor do que nada. E um pouco melhor é tudo o que é necessário para o traço evoluir.
- de que as partes devem evoluir separadamente. A inovação coordenada entre partes de um órgão ou sistema orgânico é possível. De fato, se as partes evoluem gradualmente, é inconcebível que partes que interagem não coevoluam de tal forma que as mudanças sejam coordenadas via seleção natural.
- de que as partes não mudam de função. Muitos órgãos não começam do nada. Em vez disso, eles começam como uma parte que serve uma função diferente e gradualmente são cooptados para uma nova função. Por exemplo, as patas de tetrápodes evoluíram de nadadeiras.
A invalidade de exemplos específicos desta alegação pode ser vista no besouro bombardier, no pescoço de girafa, na língua de pica-pau, e nos caninos de serpentes venenosas. - Às vezes múltiplas mudanças coordenadas podem ocorrer quando há uma mutação em um gene regulador.
Leituras adicionais:
Dawkins, Richard, 1995. <#River out of Eden#>. Nova York: Basic Books.criado 2003-4-9