Alegação CB601.3:

As frequências diferentes das diferentes variedades de cores das mariposas-pimenta podem ser explicadas melhor pelos efeitos diretos de poluentes mutagênicos, já que a explicação usual da predação diferencial por pássaros carece de suporte.

Fonte:

Wells, Jonathan, 1999. Segundas opiniões sobre mariposas-pimenta. http://www.arn.org/docs/wells/jw_pepmoth.htm ou http://www.trueorigin.org/pepmoth1.asp

Resposta:

  1. A explicação da predação diferencial por pássaros afetando as frequências das variedades de cor não carece de suporte. Pelo contrário, o suporte para a história básica é esmagador (Grant 1999; Majerus 1999). Wells e outros simplesmente ignoram a maioria da pesquisa e escolhem os poucos dissidentes e as disputas sobre detalhes menores.

  2. Uma explicação em termos do efeito direto dos poluentes falha. Os experimentos iniciais (por Helsop Harrison) que alegavam mostrar tal efeito careciam de controles apropriados, não puderam ser replicados e relataram níveis de mutagênese suficientes para induzir estereilidade completa (Majerus 1999).

Referências:

  1. Grant, Bruce S., 1999. Ajustando o paradigma da mariposa-pimenta. Evolução 53(3): 980-984. http://mason.gmu.edu/~jlawrey/biol471/melanism.pdf
  2. Majerus, M. E. N. 1999. (carta). Citado por Frack, Don. 1999. Mariposas-pimenta, rodada 2, parte 2. http://www.calvin.edu/archive/evolution/199904/0103.html

Leituras adicionais:

Majerus, Michael E. N., 1998. Melanismo: Evolução em ação, Oxford University Press.
Alegação anterior: CB601.2.5   |   Lista de alegações   |   Próxima alegação: CB601.4

criado 2001-2-17