Alegação CC401:

Muitos dos fósseis sobre os quais a evolução se baseia são reconstruídos a partir da mais frágil evidência, mesmo a partir de um único dente ou osso. As conclusões baseadas em tais fósseis são mera especulação.

Fonte:

Lenner, G., M. Rajock e J. Browning, 1995. Evidência #4. http://emporium.turnpike.net/C/cs/evid4.htm

Resposta:

  1. A evolução não se baseia em fósseis fragmentários. A teoria ainda seria extremamente robusta mesmo sem nenhum fóssil, baseada em evidências da vida moderna. Além disso, há mais do que suficientes esqueletos substancialmente completos para apoiar a evolução. A sequência transicional da baleia, por exemplo, baseia-se em vários excelentes esqueletos.

  2. Um único osso, mesmo isolado, pode fornecer uma quantidade surpreendente de informações. Um dente, por exemplo, pode mostrar geralmente que tipo de alimento um animal consumia e dar uma ideia de seu tamanho. Essas conclusões, por sua vez, indicam como o animal se encaixa na ecologia.

  3. Ossos nunca são considerados isoladamente; em vez disso, são comparados com outros ossos de esqueletos mais completos. Se você tem um osso que parece um fêmur de Iguanodon mas menor, para dar um exemplo simples, a reconstrução pareceria muito com um Iguanodon menor. Uma reconstrução completa, no entanto, é possível apenas se você puder associar o osso único a um animal para o qual já existe um esqueleto completo.

    A capacidade de deduzir muito sobre um fóssil a partir de um único dente ou osso ficou famosa graças ao anatomista e paleontólogo Georges Cuvier. Em 1804, por exemplo, ele anunciou com confiança que um fóssil francês era um gambá (então desconhecido na França) com base apenas em seus dentes (Zimmer 1998, 135-137). Cuvier era um criacionista.

Referências:

  1. Zimmer, Carl, 1998. At the Water's Edge. Nova York: Touchstone.

Alegação Anterior: CC381   |   Lista de Alegações   |   Próxima Alegação: CD001

criado 2003-7-28, modificado 2004-3-1