Coisas que são verdadeiras

Postagem do mês: Novembro de 1999

por Wesley R. Elsberry

Assunto:    Re: PNWS: Donald Chittick at the University of Alaska
Grupos de notícias: talk.origins
Data:       10 de novembro de 1999
Message-ID: 199911101310.FAA60926@cx33978-a.dt1.sdca.home.com

No artigo <80b33t$j3f$1@jcn1.com>, Lloyd Gish <lloyd@jcn1.com> escreveu:
> Pierre Stromberg <pierres@eskimo.com> escreveu na mensagem
> news:80b0s5$qo2$1@eskinews.eskimo.com...

PS> Senhoras e senhores, logo após a pressão adicional sobre
PS> Roger DeHart, tenho mais notícias. Parece que
PS> nosso representante local do ICR, Donald Chittick, recebeu
PS> uma recepção bastante hostil em sua palestra “Puzzle of Ancient Man”
PS> na Universidade do Alasca em Fairbanks.

PS> Eu sabia da palestra planejada de Chittick havia algum tempo
PS> e já estava conversando com pessoas de lá. Eles estavam
PS> bastante irritados com Chittick por causa de seus planos de visitar
PS> a cidade com suas palestras-relâmpago e queriam saber tudo
PS> o que pudessem sobre o sujeito. Pelos relatos preliminares, eles
PS> estavam bem organizados e o inundaram de perguntas após a palestra de
PS> modo que Chittick perdeu a calma.

PS> Não quero dizer mais nada agora porque ainda não
PS> recebi os relatos detalhados e o vídeo da ocorrência. Mas, no
PS> momento, parece que foi uma péssima semana para
PS> criacionistas.

PS> Mais surpresas estão por vir.

LG> Aqui vai mais uma notícia,

Fica bem claro que a “péssima semana para criacionistas” só está ficando mais longa quando um deles chama uma citação ressurgida de 1981 de “notícia” em 1999.

LG> Dr. Colin Patterson (Paleontologista Sênior, Museu Britânico de
LG> História Natural de Londres). Discurso principal no
LG> American Museum of Natural History, Nova York, 05/11/81
LG> “Uma das razões pelas quais passei a adotar essa visão anti-evolutiva,
LG> ou vamos chamá-la de uma visão não evolutiva, foi no ano passado quando eu tive
LG> uma súbita realização de que, por mais de 20 anos, eu tinha achado que estava
LG> trabalhando com evolução de alguma forma. Num certo dia de manhã
LG> eu acordei e aconteceu algo durante a noite, e me ocorreu que eu trabalhava com isso há mais de
LG> 20 anos e não havia sabido de uma só coisa sobre o tema. É um choque e tanto descobrir
LG> que alguém pode ficar tão enganado por tanto
LG> tempo. Ou havia algo errado comigo, ou havia algo errado com a teoria evolutiva. Naturalmente, eu sei
LG> que não há nada errado comigo, então, nas últimas semanas, tentei apresentar uma pergunta simples a várias
LG> pessoas e grupos de pessoas... 'Você consegue me dizer qualquer coisa que
LG> você saiba sobre evolução, qualquer uma coisa, qualquer uma coisa que seja
LG> verdadeira? Fiz essa pergunta ao pessoal da geologia do
LG> Field Museum of Natural History e a única resposta que recebi
LG> foi silêncio. Fiz-a aos membros do Seminário de Morfologia Evolutiva da
LG> Universidade de Chicago, um grupo muito prestigiado de evolucionistas, e tudo que recebi lá foi
LG> silêncio por bastante tempo e, finalmente, uma pessoa disse: 'Eu sei
LG> uma coisa - não se deve ensinar isso no ensino médio'.”

LG> Então, qual é a única coisa que é verdadeira sobre evolução?
LG> Sem entrar em fantasia.

Na verdade, isto surgiu em uma lista de discussão da qual participo. Eis um trecho da minha resposta por lá...

Vamos ver... coisas verdadeiras sobre evolução. Isso renderia uma lista muito longa. Vou dar apenas algumas das minhas favoritas.

- A herança é particulada, não de mistura.

- A herança não é perfeita. Mudanças podem e acontecem em informação herdável.

- São produzidos mais organismos do que podem ser sustentados sob condições ecológicas prevalecentes.

- As variações herdáveis que se correlacionam com diferenças de sobrevivência de organismos tendem a ter uma representação proporcionalmente maior na população.

- A distribuição de traços em uma população pode ser influenciada por efeitos de acaso, como gargalos populacionais e amostragem de uma fonte limitada de variantes.

- Fósseis são os vestígios de organismos que já estiveram vivos.

- Formas fósseis mostram que a extinção de espécies acontece. Certos fósseis representam organismos suficientemente comuns, numerosos e distribuídos em áreas onde, se ainda existissem hoje, não poderiam ter passado despercebidos.

- Fósseis são distribuídos em um padrão estratigráfico indicando mudança nas assembléias fósseis ao longo do tempo.

- Assembléias fósseis mostram que extinções em massa ocorreram em momentos amplamente diferentes da história da Terra.

- O código genético canônico é compatível com a teoria da descendência comum.

- Padrões de diferenças em sequências de proteínas e informação herdável sustentam a ideia de que essas diferenças se acumularam desde o tempo do último ancestral comum.

- As relações filogenéticas evolutivas foram usadas em benefício da pesquisa médica.

- Os princípios da seleção natural foram usados com proveito na otimização computacional e na busca.

- Espécies foram observadas se formando, tanto em laboratório quanto na natureza.

- Uma nova associação simbiótica foi observada em laboratório.

Bem, isso já deve nos dar início, de qualquer forma.

--
Wesley R. Elsberry, estudante em Wildlife & Fisheries Sciences, Tx A&M U.
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