Alegação CB904:

Nenhuma função ou característica biológica inteiramente nova evoluiu.

Resposta:

  1. A maioria, se não todas, as "características inteiramente novas" são modificações de características previamente existentes. Por exemplo, as asas das aves são membros anteriores de tetrápodes modificados, que são barbatanas peitorais sarcopterígeas modificadas. Uma característica complexa, inteiramente nova, aparecendo do nada, seria evidência para o criacionismo.

  2. Características novas evoluíram de características diferentes mais antigas. Existem vários exemplos de microorganismos evoluindo a capacidade de degradar ou metabolizar compostos artificiais novos:
    • degradação de arsenobetaina (Jenkins et al. 2003)
    • degradação de naftaleno e compostos relacionados (Annweiler et al. 2002)
    • degradação de clorocatecol (Moiseeva et al. 2002)
    • degradação de 2,4-dinitrotolueno (Johnson et al. 2002)
    Também, um organismo unicelular foi evoluído para formar colônias multicelulares (Boraas et al. 1998); veja também mutações produzindo novas características.

  3. Uma sequência genética arbitrária pode evoluir para adquirir funcionalidade (Hayashi et al. 2003).

Links:

Harris, Adam Noel, 2000 (julho). Um exemplo observado de evolução morfológica. http://www.talkorigins.org/origins/postmonth/jul00.html

Thomas, Dave, s.d. Evolução e informação: O bicho da nylon. http://www.nmsr.org/nylon.htm

Referências:

  1. Annweiler, E., W. Michaelis, and R. U. Meckenstock, 2002. Produtos de quebra de anel idênticos durante a degradação anaeróbica de naftaleno, 2-naftileno e tetralina indicam uma nova via metabólica. Applied and Environmental Microbiology 68(2): 852-858.
  2. Boraas, M. E., D. B. Seale, and J. E. Boxhorn, 1998. Fagotrofia por um flagelado seleciona presas coloniais: Uma possível origem da multicelularidade. Evolutionary Ecology 12:153-164. (Veja também Harris, 2000, acima.)
  3. Hayashi, Y., H. Sakata, Y. Makino, I. Urabe, and T. Yomo, 2003. Can an arbitrary sequence evolve towards acquiring a biological function? Journal of Molecular Evolution 56: 162-168.
  4. Jenkins, R. O. et al., 2003. Bacterial degradation of arsenobetaine via dimethylarsinoylacetate. Archives of Microbiology 180(2):142-150.
  5. Johnson, G. R., R. K. Jain, and J. C. Spain, 2002. Origins of the 2,4-dinitrotoluene pathway. Journal of Bacteriology 184(15): 4219-4232. (Erratum in Journal of Bacteriology 184(21): 6084.)
  6. Moiseeva, O. V., I. P. Solyanikova, S. R. Kaschabek, J. Groning, M. Thiel, L. A. Golovleva, and M. Schlomann, 2002. A new modified ortho cleavage pathway of 3-chlorocatechol degradation by Rhodococcus opacus 1CP: genetic and biochemical evidence. Journal of Bacteriology 184(19): 5282-5292.

Alegação anterior: CB902.2   |   Lista de alegações   |   Próxima alegação: CB910

criado 2003-7-4, modificado 2003-8-6